7.10.07

Se aquela rua fosse minha...

Se aquela rua fosse minha...

Ver a Baixa repleta de gente é comovente.
Logo, uma iniciativa como esta só pode ser de louvar.
No entanto, penso que tudo poderia ter sido melhor aproveitado.
Esperemos que, para o ano, com mais financiamento, este dia se torne
um marco cultural na cidade Invicta.
E viva o Almirante Cândido dos Reis.

3.10.07

Paulo Ribeiro num universo masculino

(foto: JPN)

Numa conversa entre homens, futebol é um dos temas mais esperados. Em Masculine, ainda o espectáculo não começou, ainda o público não se sentou, e já as quatro personagens estão em palco: recebem o público com uns ‘toques na bola’. Exercícios de aquecimento?! “É mais uma ironia… talvez demasiado óbvia!”, afirma Paulo Ribeiro, o autor desta viagem pelo universo masculino.
Este mundo é um cruzamento de ritmos e estilos. Textos de Fernando Pessoa entrelaçam-se com histórias pessoais, poemas declamados vivem no timbre das canções, corpos que dançam Bolero num duelo improvisado entre Ravel e Zappa. É um palco onde tudo pode acontecer.

Paulo Ribeiro confiou esta missão a três dançarinos - Peter Michael, Romulus Neagu e Romeu Runa- e a um actor – Miguel Borges. Uma escolha propositada para uma peça em que os textos tinham de ter outra vocalização. No entanto, neste “espaço de liberdade” há muitos géneros a desenvolverem-se e, por vezes, a dança surge em segundo plano. Há o risco da atenção do espectador ficar retida no humor cúmplice de cada gesto dos intérpretes.
Neste limiar permanecem as vontades dos dançarinos-actores. Entre as gargalhadas do público, percebe-se que é desta forma que se constroem novos caminhos artísticos e se prevê o futuro. No final, há a bola que, do céu, cai no palco. “Tem a ver com esta questão dos ciclos… o de passar a bola e continuar”.


Este mês, no JUP: um dos trabalhos que mais gostei de fazer desde sempre.

25.9.07

À Paula Rego



Porque todas as homenagens lhe devem ser feitas... em vida.

23.9.07

Silencias-me nas noites


Silencias-me nas noites.
Naquelas em que fico acordada a desenhar-te com pensamentos.
Noites em que nem sempre sei o que dizer quando te olho.
Noites em que o silêncio é a melhor palavra. O silêncio que diz tudo.
Basta o silêncio.
Reconheço que as linhas que recorto do teu rosto não são reais.
Talvez se aproximem vagamente da realidade.
- A beleza nunca é real. É sempre produto subjectivo dos sentidos. -
E aquela vontade de te saber de cor.
Fecho a porta e espreito pela fechadura.
A timidez inicial continua, passado tanto tempo.
O desejo é subentendido; torna-se incomensurável.
No fim, vão ser duas mãos entrelaçadas, no encalço dos sorrisos opostos.
Os meus lábios com a tua impressão digital.
Páginas de um diário de bordo em construção.

16.9.07

do you want me?



and you stand here into your house
and none of us knows how to write
the magic of the crashing stars
of love
and you're bleeding

(Tender Forever)


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